Amar 1960 - ANTOLOGIA POÉTICA |
Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? amar e esquecer, amar e malamar, amar,desamar, amar? Sempre, e até de olhos vidrados, amar? Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar? amar o que o mar traz à praia, o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia? Amar solenemente as palmas do deserto, o que é entrega ou adoração expectante, e amar o inóspito, o áspero, um vaso sem flor, um chão de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina. Este o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor. Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita. |
MULHER COM JEITO DE MENINA, AMADURECIDA E A ESPERA DE VOCÊ QUE ESTÁ AI EM ALGUM LUGAR!!!!!!!!!!!
REFLETE COMO ESTOU
ASSIM SOU EU HOJE ABANDONADA POR VOCÊ
SIMPLES ASSIM SOU OQUE SOU
QUERIA PODER TE TER, MAS SEI QUE NÃO POSSO E LUTO CONTRA O QUE SINTO E SOU, SE SOU FOI PORQUE VOCÊ ME ENSINOU
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
AMAR
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário